segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O Vôo da águia

Luiz Domingos de Luna
I
No tapete da vida sitiante
Restrito a orla vegetal
Sem riqueza material
O sonho no horizonte
II
No tabuleiro do jogo existencial
Cada movimento estudado
Um universo, criado
A onda em movimento espiral
III
Cruza do sonho à luz
Aurora boreal a confirmar
O Vôo da águia a voar
Uma paisagem reluz
IV
O cariri dá rosto feliz
Aurora levanta a voz
Ceará nascente e foz
Tempo senhor juiz
V

A águia canta no ar
O Tempo ao templo parado
A vida some em segundos
A águia não pode mais voar
VI
Na curva da estrada
O choque do pavio
Com um navio
Vida emparedada
VII
Vida transfigurada
No além do mistério
Existe um critério
Águia reluz
Em outro universo
Seu brilho no verso
No caminho de luz!
+ Poesia feita ao maior empresário de Aurora - Tarcísio Gonçalves - falecimento dia 04 de dezembro,2009.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Concurso Público é Investimento.

Luiz Domingos de Luna*


A tradição no Brasil sempre a carregar costumes que estão fora do processo de desenvolvimento, assim, este gigante pela própria natureza fica transfigurado num anão quando os agentes públicos, servidores em esferas: municipal, estadual, federal são escolhidos por critérios subjetivos, parentescos, amizade, e qualquer outro, que não tenha como foco o conhecimento. Esta prática tem feito a felicidade de uns em detrimento do bom funcionamento do Estado Democrático de Direito. A Constituição de 1988, sabiamente, focou esta luz que posta na prática de forma intensiva e abusiva vai aparelhando o estado para uma nova roupagem de ações concretas por profissioaniais que estão em serviço por mérito, sem a preocupação de estar agradando ao desagradando à alguém, afinal, o objetivo do funcionário é servir e servir bem ao estado e por conseguinte a sociedade como um todo.

É mister afirmar que: a premissa parte do todo, da totalidade, do conjunto maior, do colegiado que forma a sociedade, assim, os interesses, ou indicações ,ou subjetividade são dissolvida no bem maior o bem estar da sociedade como um todo. Quanto maior e mais transparentes forem às ações do estado maior será à força de coesão da sociedade; nisto, reside o principio da civilidade, tão necessária para a harmonia do conjunto heterogêneo, e de: ter a aptidão para o convívio com as diferenças e com os diferentes sem o uso do etnocentrismo, praga que ceifa todo o processo civilizatório, força que emperra e embrutece o processo de socialização, tão necessário, para o bom convívio dos seres humanos no espaço tempo. Quando uma instituição, prima pela seriedade, compromisso social, sempre dentro de uma ética exemplar passa para a sociedade estes princípios ativos, todos os integrantes do contrato social são beneficiados, pois, o processo é possuidor de lisura, de lealdade, de coesão social, o corpo a exercer a nova função foi escolhido dentro de padrões característicos de atitudes que dão a credibilidade necessária para o exercício da atribuição; pois, todo o processo, deste o surgimento foi balizado no mérito por meios constitucionais, legais, com a devida probidade, universalidade e, principalmente, com meios de civilidade e transparência, ficando no consciente coletivo, o modelo a ser seguido, o norte a ser desenhado, o objetivo a ser alcançado, a meta a ser cumprida; assim, a chama da cidadania faz aflorar um novo mundo, uma nova luz. A seriedade e a transparência vetores de esperança de toda uma gama de jovens desta e das futuras gerações.

Por: Luiz Domingos de Luna
Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra
Aurora – (CE)

FONTE; http://blogdocrato.blogspot.com/search?q=lUIZ++dOMINGOS+DE+LUNA

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

IRMÃOS ILUMINADOS – HUMANOS NÃO TEM CONSCIÊCNIA CÓSMICA.

Ao contemplar o emaranhado Cósmico do Universo, todo ser humano se sente impotente diante de tanta existência, satélites, planetas, quasares, galáxias, buracos negros e uma infinitude que o pensamento dos seres humanos, mesmo para os mais brilhantes gênios da humanidade, fica sempre a pergunta para que tudo isto? Que engenharia é esta? Como foi feito? Por que foi feito, como? Existe até os mais audaciosos que perguntam realmente estamos sós?
É assustador saber que os seres humanos com todo o conhecimento adquirido ainda não tenham respostas para: De onde viemos? Para onde vamos? Porque estamos aqui? Qual a Missão humana? Diante de tanta beleza inteligível da existência, penso que outros seres universais já ultrapassaram a inteligência humana há muito {de longe}. Pois a morte é algo muito obsoleto, a dependência dos seres humanos com o meio ambiente é muito grande, estes animais racionais precisam de água, ar, gravidade, alimento, só sabem viver em grupos, parece que estão sempre assustados.
Esta dependência exagerada do meio ambiente é com certeza um atraso intelectual muito grande. É muita repetição. A dor, o sofrimento e a morte são provas cabais de que a humanidade não está pronta para ter o controle do universo. Porém, entendo que outros irmãos nestas alturas, já têm a chave do controle universal, de há muito, a posse do bóson de higgs, que jamais poderá ser encontrado em fissão de partículas, ou de aceleração em velocidade variada, ou não, visto, a força gravitacional forte da terra ser impedimento pleno.
Até quando teremos que clamar pela caridade intelectual dos nossos irmãos iluminados, que com certeza estão rindo destes seres racionais, em tese, mas que não conhecem a razão da existência do universo em expansão. Seres humanos - os grandes construtores de desertos.

Por: Luiz Domingos de Luna
Postado por Dihelson Mendonça às 1:08 AM 0 comentários
FONTE:
http://blogdocrato.blogspot.com/search?q=Luiz+Domingos+de+Luna

domingo, 22 de novembro de 2009

Tanta existência - Por quê? - Por: Luiz Domingos de Luna


Às vezes começo a viajar no infinito, percorro na minha medição, as tantas formas existentes, são planetas, estrelas, luz, escuridão, quasares, gargantas de buracos negros são tudo uma imensa interrogação. Planetas lindos, inculisve, solitários, amorfos, gelados, consistentes, as mais das vezes verdadeiras obras de arte, obras de arte que, talvez nunca seja apreciada pelos seres humanos. E triste saber que a humanidade ainda não pode contemplar todo este carrossel existencial, giratório, de um passo de uma galáxia para outro é um questão de fração de segundos, o mais interessante são as formas, todas as formas são totalmente diferentes, na verdade não existe igual ou semelhante à outra. Tudo é encantador, talvez o encantamento seja o fato de a cada pisada tudo ser diferente, o que causa repugnância é realmente a primeira pisada, a gente sempre tem a impressão de que está em outro mundo.

Nunca passa pela nossa cabeça de que estamos no mesmo universo. O que chama a atenção não é bem a pisada em si, mas a compactação da pisada, não sei se é um fator psicológico ou não, mas parece que estamos pisando em uma geléia, ou algo que vai nos afundar, talvez a gravidade no planeta terra seja o responsável por esta sensação estranha, na verdade me sinto um estranho, um invasor, um desbravador, um pioneiro de uma história que talvez nunca acontecerá, até porque, as nossas atividades no planeta terra não oferecem esta oportunidade de forma plena para o pensar humano nesta dimensão. Talvez um impedimento psicológico, o medo do desconhecido, a certeza de um vazio que jamais tem fim.

Outro dia eu fui até os confins do universo, foi um passeio maravilhoso, não tem como explicar, o eixo giratório do universo consegue apagar toda a sensação da compreensão do que temos como real aqui na terra. Confesso que a viagem foi muito divertida, pois, tudo no universo não se repete é sempre o nascimento de um novo mundo - me senti a pessoa mais feliz do mundo, eu pensava que aquele passeio era um presente único, que eu tinha sido o escolhido para contemplar e apreciar o universo como um todo. Na verdade, quando eu já tinha atravessado boa parte do universo, por um impulso, que não sei explicar o porquê - pedi para o meu guia parar a nave - por alguns instantes, o que fui atendido prontamente. Parei e entendi o motivo de minha solicitação, é que, no meu íntimo, o meu referencial é o planeta terra, e eu queria ver a minha querida e amada terra.

Levei um susto muito grande, procurei a terra, pedi a meu guia uma luneta, girei a luneta em todos os sentidos e nada de terra. Quando eu vi que não tinha condição de ver a terra que se encontrava a anos luz de distância, entrei em desespero, depressão, crise de pânico, enfim, só me vinha à certeza de que eu estava perdido no universo; ou o contrário, o universo sem terra não é universo, presumo que se fosse outra pessoa que tivesse esta oportunidade teria continuado a viagem sem nenhum prejuízo para, se iria ter ou não um referencial para viver, ou dizer - eu sou um sem humano com terra, ou sem, para mim foi como uma fatalidade -se a terra não está presente, eu também não estou, diante deste raciocínio tolo, tive que retornar o planeta terra e deixar de contemplar todas as maravilhas do cosmo.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora (CE).

Postado por Dihelson Mendonça às 4:41 PM 0 comentários
Fonte: http://blogdocrato.blogspot.com/search?q=Luiz+Domingos+de+Luna

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Comente minhas poesias no O Globo.mobi :: Blog :: Comentários

Comente minhas poesias postados no:

O Globo.mobi :: Blog :: Comentários


Grato,

Luiz Domingos de Luna
buscar na web

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Poder do erro

O Poder do erro
Por Luiz Domingos de Luna

Errar é humano, com este bordão a sociedade vem nas curvas do espaço tempo construindo a sua civilização - pela linha espiritualizada, o erro entra no perdão, do perdão absolvição e assim a roda da vida continua já na linguagem material, os erros precisam ser reparados, com penas e mais penas, o erro é corrigido, assim o pulsar vivo continua, porém o erro sempre presente na historia da humanidade.

O Brasil de hoje, depois de há muito, vem reconhecendo o poder do erro, já está sendo naturalizado no seio da sociedade brasileira que existem erros causados pelos comuns e pelos incomuns, o erro dos comuns ainda está sendo reparado com as mesmas técnicas estabelecidas pelas leis e pelo cumprimento do Estado Democrático de Direito, sem nenhum prejuízo para os que já estão conseguindo espaço para ser incomum, portando sem a obrigatoriedade de reparar os seus próprios, razão de serem incomuns, e, já, na naturalização de que os incomuns podem mudar o ritmo pulsativo da ética que era comum a todos.

Esta divisão do erro desprestigiado, como um anti valor para sociedade, portando sendo o causador ativo, de reparação é um modelo bastante arraigado no seio da sociedade, implantado desde o surgimento do homem na era cenozóica do período do pleistoceno aos dias atuais.

O Erro dos incomuns, que na verdade não chega a ter o privilegio de ser um erro de verdade, pois é totalmente diferente do conceito do erro, já devidamente registrado na história é um poder, onde uns poucos podem usar e se manter acima dos comuns é algo novo e que causa certo charme para os que podem ter esse privilegio.

O Grande problema é na verdade o tempo, pois os comuns de hoje poderão ser os incomuns do amanhã, ou em caso extremado, todos terem o foro privilegiado de ser um eterno incomum, podendo mostrar o seu erro como o troféu de seu poder, ou seu prestigio na sociedade, assim, teremos que escrever duas cartas de contrato social, uma para os comuns e outras para os incomuns.

O Problema nasce quando uma parcela significativa da sociedade pensar que não quer mais ser comum, portando o poder do erro está justamente em ser incomum, pois o erro comum pode não ter o poder do erro incomum.

(*)Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora – Ceará
Postado por BETO FERNANDES às 08:15 0 comentários Links para esta postagem
Fonte:http://blogdojuazeiro.blogspot.com/search?q=Luiz+Domingos+de+Luna

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Motor do êxodo rural

Motor do êxodo rural

Por Luiz Domingos de Luna
Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora - CE

É um grande paradoxo a questão fundiária no Brasil, quando na verdade é um problema que nem deveria existir, pois nós somos um país de dimensão continental, somos um gigante pela própria natureza, não sei até quando o Brasil vai conviver com esta política de muita terra nas mãos de poucos, enquanto a maioria que trabalha e tira o seu sustento não a possui, trabalha a vida toda na terra no famigerado “Trabalho de Alugado”.
Dá uma grande tristeza em saber que os grandes latifundiários neste país vivem apenas engordando seus bois e seus bolsos, participando de leilões, na especulação das bolsas de valores, enquanto umas legiões de miseráveis da zona rural são excluídas da terra, digo melhor, estes pobres agricultores, já foram expulsos de uma vida digna, da cidadania, da falta de teto, e da inclusão social, são tratados como delinqüentes, como pode? O homem que é a base da cadeia econômica mundial ser tratado como um monstro?.
Que estado é este onde os traficantes perambulam nas ruas distribuindo drogas, fomentando a prostituição, a violência, muito policia, inclusive, {Corruptos}, participando dessa ação nociva à vida em sociedade.
Veneno que destrói, e dilacera o tecido social, já bastante fragilizado pela corrupção, pelo centralismo político, pela inoperância, pelo marasmo, pela despreocupação com as massas desfavorecidas, vitimas de um capitalismo selvagem e excludente.
Até quando teremos que suportar a ação repressora de policiais com seus cães farejadores de miseráveis "agressão gratuita", humilhar e violentar estes pobres excluídos, de: oportunidades, compreensão da lógica existencial humanitária, da vida, da sociedade e do mundo.
Foto: Portal terra